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SUCESSÃO Tópicos: Sucessões | Seqüência | Sucessões crescentes | Sucessões não crescentes | Sucessões decrescentes | Sucessões não decrescentes | Sucessões monótonas | Sucessões convergentes | Seqüências de Cauchy | Sucessões divergentes | Sucessões limitadas | Sucessão ilimitada | Subsucessões | Limite superior (lim sup) e limite inferior (lim inf) | Teorema de Bolzano-Weierstrass | Dado um conjunto X, uma sucessão (ou seqüência) de elementos de X é uma função s: N à X. A idéia é que numa sucessão cada um de seus termos tem uma posição, uma ordem (primeiro termo, segundo termo, terceiro termo, etc.) Exemplos:
Normalmente escrevemos sn para designar s(n). Exemplos:
A sucessão s pode ser indicada por (s1, s2, s3, ... ) onde temos seus primeiros elementos (termos) em ordem crescente dos índices. Exemplos:
Numa sucessão s = (s1, s2, s3 , ... ), os números s1, s2, s3, etc. são chamados de termos da sucessão. Exemplo:
Uma sucessão s pode ser definida pela sua lei de formação. Exemplos:
Definição. Sequência. O mesmo que sucessão. Sucessões crescentes, não crescentes, decrescentes e não decrescentes Uma sucessão (sn) é crescente quando " n Î N, sn < sn+1, isto é, quando cada termo cresce em relação ao anterior. Nesse caso cada termo é maior que todos os anteriores e menor que todos os sequintes. Uma sucessão é crescente quando é uma função crescente. Toda sucessão crescente é não decrescente. Exemplos:
Uma sucessão (sn) é não crescente quando " n Î N, sn+1 £ sn, isto é, quando cada termo não cresce em relação ao anterior. Nesse caso cada termo é menor ou igual aos anteriores e maior ou igual aos seguintes. Uma sucessão é não crescente quando é uma função não crescente. Toda sucessão decrescente é não crescente. Exemplos:
Uma sucessão (sn) é decrescente quando " n Î N, sn+1 < sn, isto é, quando cada termo decresce em relação ao anterior. Nesse caso cada termo é menor que os anteriores e maior que os sequintes. Uma sucessão é decrescente quando é uma função crescente. Toda sucessão decrescente é não crescente. Exemplos:
Uma sucessão (sn) é não decrescente quando " n Î N, sn+1 ³ sn, isto é, quando cada termo não decresce em relação ao anterior. Nesse caso cada termo é maior ou igual aos anteriores e menor ou igual aos seguintes. Uma sucessão é não decrescente quando é uma função não decrescente. Toda sucessão crescente é não decrescente. Exemplos:
As seqüências crescentes, decrescentes, não crescentes e não decrescentes chamam-se seqüências monótonas. Uma sucessão (an) converge para um numero real r (dito limite da sucessão) se para todo real e > 0 existir um número natural n0 (que normalmente depende de e ) tal que para todo natural n > n0 vale |an - r| < e . De outro modo: diz-se que o número real r é limite da seqüência (an) de números reais e escreve-se r = lim an quando para cada número real e > 0, por menor que seja, for possível obter um natural n0 tal que a distância d(an, r) entre an e r seja menor que e , sempre que n > n0. De outro modo: lim an = r se e só se todo intervalo de centro r contiver todos os termos de (an) com exceção de um número finito de termos da seqüência (an). Em linguagem simbólica temos: lim an = r := " e > 0, $ n0Î N, " nÎN, n > n0 à |an r| < e onde o símbolo := significa " é definido por", isto é, o que está a direita é definição do que está a esquerda. Intuitivamente uma seqüência (an) é de Cauchy quando para naturais m e n suficientemente grandes os termos am e an tornam-se arbitrariamente próximos. Mais precisamente, uma seqüência (an) é uma seqüência de Cauchy quando dado arbitrariamente um número real e > 0, pode-se obter n0 Î N tal que m, n > n0 implica |am an| < e . Simbolicamente temos: " e > 0, $ n0 Î N, " m, n > n0 , |am an| < e Teorema: Uma seqüência é de Cauchy se, e só se é convergente. [Prova] Uma sucessão é divergente quando não é convergente Uma sucessão de números reais é limitada quando o conjunto de seus termos é limitado (veja conjunto limitado), isto é, quando a imagem da sucessão é um conjunto com cota superior e cota inferior. De outro modo, uma sucessão é limitada quando o conjunto de seus termos (que é sua imagem) está contido em algum intervalo limitado em R. Exemplos:
Uma sucessão é ilimitada quando não é limitada SUBSSUCESSÃO (OU SUBSEQüÊNCIA) COMO RECONHECER UMA SUBSUCESSÃO Dada uma sucessão s = (s1, s2, s3, s4, ... ), toda subsucessão de s pode ser obtida de s simplesmente "apagando" de s alguns (ou nenhum) de seus termos. Obtemos de s uma sua subseqüência "apagando" da representação de s uma quantidade finita ou infinita de termos de s. Exemplo:
SUBSUCESSÃO: DEFINIÇÃO 1 Dada uma seqüência x = (xn)nÎN
de números reais, uma subseqüência (ou subsucessão) de x
é a restrição da função x a um subconjunto infinito
N = {n1 < n2 < n3 < ... < ni < ...}
Í N.
Esta subsucessão é escrita como x = (xn)nÎN
ou SUBSUCESSÃO: DEFINIÇÃO 2 Dada uma sucessão x = (xn)
qualquer e uma seqüência crescente de números naturais n
= (ni)iÎN,
podemos definir uma subsucessão y = (yn)
da sucessão x como a função composta
LIMITE SUPERIOR E LIMITE INFERIOR (lim sup e lim inf) Conceito de limite superior (lim sup) | Conceito de limite inferior (lim inf) | Definição 1 | Definição 2 | Definição 3 | Exemplos Considere uma sucessão limitada x.
seja C uma sua cota superior, ou seja, um real maior ou
igual a qualquer termo de x. Imagine um ponto P
deslocando-se da posição C (no tempo t = 0)
para a esquerda, lenta e continuamente. Considere a quantidade q
de termos da sucessão x a direita de P ou
sobre P em cada instante. No instante t = 0,
temos q = 0, pois não há termos de x a
direita da posição inicial C do ponto P.
Porém como por definição todas sucessões tem uma infinidade
de termos (possivelmente não todos distintos), haverá um
instante t = t1 quando todos os
pontos da sucessão x (em quantidade infinita) estarão
a direita de P. Seja P(t) a posição
do ponto P no instante t, e q(t)
a quantidade de termos de x que estão sobre P(t)
ou a direita de P(t). Nesse caso, como P
move-se para esquerda conforme cresce t, q(t)
será não decrescente. Haverá um instante tsup
tal que para t < tsup, q(t)
será finito, e para t ³ tsup e
q(t) não será finito. Nesse caso o ponto P(tsup)
é chamado limite superior da sucessão x e
indica-se por: lim sup x = P(tsup)
ou Considere uma sucessão limitada x.
seja c uma sua cota inferior, ou seja, um real menor ou
igual a qualquer termo de x. Imagine um ponto P
deslocando-se da posição c (no tempo t = 0)
para a direita, lenta e continuamente. Considere a quantidade q
de termos da sucessão x a esquerda de P ou
sobre P em cada instante. No instante t = 0,
temos q = 0, pois não há termos de x a
esquerda da posição inicial c do ponto P.
Porém como por definição todas sucessões tem uma infinidade
de termos (possivelmente não todos distintos), haverá um
instante t = t1 quando todos os
pontos da sucessão x (em quantidade infinita) estarão
a esquerda de P. Seja P(t) a posição
do ponto P no instante t, e q(t)
a quantidade de termos de x que estão sobre P(t)
ou a esquerda de P(t). Nesse caso, como P
move-se para direita conforme cresce t, q(t)
será não decrescente. Haverá um instante tinf
tal que para t < tinf, q(t)
será finito, e para t ³ tinf e
q(t) não será finito. Nesse caso o ponto P(tinf)
é chamado limite inferior da sucessão x e
indica-se por: lim inf x = P(tinf)
ou DEFINIÇÃO 1 (lim inf e lim sup) Dada uma sucessão limitada x = (xn) de números reais considere os conjuntos Cn = {xr : r ³ n} para n Î N. Seja bn o supremo de Cn e an o ínfimo de Cn. Nesse caso a sucessão b = (bn) é não crescente limitada e a = (an) é não decrescente limitada. Pelo Teorema das sucessões monótonas limitadas, tanto (an) como (bn) tem limite. O limite superior da sucessão x é definido como: lim sup x = lim bn e o limite inferior da sucessão x é definido como: lim inf x = lim an DEFINIÇÃO 2 (lim inf e lim sup) O limite superior de uma sucessão x de números reais é o supremo do conjunto dos valores de aderência da sucessão x. O limite inferior de uma sucessão x de números reais é o ínfimo do conjunto dos valores de aderência da sucessão x. DEFINIÇÃO 3 (lim inf e lim sup) Seja (xn) uma seqüência limitada, digamos, p £ xn £ q para todo n natural. Seja ainda Xn = {xn, xn+1, xn+2, ... } = {xr | r ³ n}. Temos: [p, q] Ê X1 Ê X2 Ê X3 Ê ... Ê Xn Ê ... pondo an = inf Xn e bn = sup Xn, vem: p £ a1 £ a2 £ a3 £ ... £ an £ ...£ bn £ ... £ b3 £ b2 £ b1 £ q O limite inferior lim inf xn e o limite superior lim sup xn são definidos como: lim inf xn = sup{an : n Î N} = lim an = supnÎN(inf Xn) lim sup xn = inf{an : n Î N} = lim bn = infnÎN(sup Xn)
TEOREMA DE BOLZANO-WEIERSTRASS Toda sucessão limitada de números reais admite subsucessão convergente. |
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Autor desta página: Eric Campos Bastos Guedes - Niterói - RJ - Brasil Sugestões? Erro na página? Alguma falha? Comentários? e-mail: mathfire@uol.com.br Essa página foi visitada [ Índice de assuntos ] [ Índice alfabético ] [ e-mail ] [ Amantes da Matemática ] |